O dia em que a rainha e a mágica encantaram o líder cubano

Bem, amigos blogueiros, o Mundial de Basquete está pegando fogo no Ibirapuera e na sub-sede de Barueri. A torcida fez o seu papel, nossas meninas fizeram um grande jogo, mas infelizmente perderam para a Austrália.
Não é à toa que esse time australiano conquistou a prata na última Olimpíada e o bronze nos últimos dois Mundiais. É um timaço com a incríveis Penelope Taylor e Lauren Jackson.
Mas craque mesmo tenho ao meu lado nessas transmissões do Mundial. Dividir o microfone com a Rainha Hortência é um prazer e uma oportunidade também de relembrar grandes momentos de seu tempo de jogadora.
Campeã mundial e prata em Olimpíada, Hortência lembra mesmo com carinho do ouro no Pan-Americano de 1991, disputado em Havana, capital de Cuba. Foi uma final memorável contra as donas-da-casa e a dupla Hortência e Paula só não fez chover, a ponto de o sempre sério líder cubano, Fidel Castro, brincar com elas no pódio.
“Ele disse que não ia nos entregar a medalha, porque tínhamos mira a laser nas mãos”, lembra Hortência, com visível satisfação.
E foi isso mesmo. Bem-humorado, Castro apontava para as duas e fazia sinal de negativo, como se dissesse “Para essas duas não tem medalha”. Mas é claro que não passou de brincadeira e as duas guardam com carinho o ouro daquele título tão importante para a história do basquete brasileiro.
Cá entre nós, não seria nada mal o time de Janeth, Iziane, Helen, Alessandra e cia. repetir esse feito em 2007, desta vez dentro da nossa casa.




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