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26/09/2006

Brasil, o país do vôlei


Bem, amigos blogueiros, não se assustem. É claro que somos e seremos para sempre o país do futebol, mas não é só com a bola nos pés que o brasileiro mostra talento. E como aqui é um espaço para o Pan-Americano, chegou a hora de falar sobre vôlei. Sacando, cortando, levantando, defendendo ou bloqueando, as seleções masculina e feminina elevaram o Brasil ao posto de melhor do mundo nessa modalidade.

Depois de vibrarmos com a seleção feminina de basquete disputando um Mundial em casa, vamos falar um pouco sobre o esporte coletivo que mais títulos trouxe para o país nos últimos anos. As ‘folhas corridas’ dos times de Bernardinho e Zé Roberto são extensas, o que os colocam com grandes chances de conquistar dois ouros para o Brasil, em casa, no Pan de 2007.



Ouro, por sinal, que escapou da seleção masculina em 2003, na República Dominicana. Aquela derrota inesperada para a Venezuela na semifinal mexeu com os brios de Bernardinho e sua equipe, tanto que, de lá para cá, chegaram a todas as nove finais de campeonatos que disputaram e só perderam uma.

Teve título de Copa do Mundo, Liga Mundial, Olimpíada e este ano ainda tem o Mundial pela frente, que a seleção masculina já conquistou em 2002. Em suma, só falta o ouro pan-americano para o genial Bernardinho colocar no peito. Quer dizer, só falta com a seleção masculina, porque com a feminina ele já conquistou em 99.



Seleção feminina que é comandada pelo não menos competente Zé Roberto Guimarães, que também passou por um duro golpe, talvez maior do que o da seleção masculina. Aquela derrota na semifinal da Olimpíada de Atenas foi ruim de digerir. 24 a 19 a nosso favor, mas a vitória e a vaga na final escaparam entre os dedos das meninas. Foi tão dura a derrota, que o técnico Zé Roberto quis sair.

Para sorte da Seleção, Zé está aí, firme e forte, e para azar das adversárias, ganhando tudo depois da Olimpíada: Sul-americano, Copa dos Campeões, Grand Prix e muito mais. E, assim como o time masculino, as meninas têm o Mundial no fim do ano.

Boa sorte para as duas seleções em seus Mundiais, ambos no Japão, e que cheguem em ponto de bala no Pan do Brasil. Em tempo: olhem que nem falei das duplas de vôlei de praia, favoritas ao ouro também. Isso será assunto para um próximo post. Até lá.
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25/09/2006

Meninas do Brasil perderam a medalha, mas ganharam respeito




Bem, amigos blogueiros, o Brasil ficou sem medalha no Mundial de basquete disputado em casa, mas ganhou o carinho e o respeito do público e mostrou que a modalidade tem espaço no coração dos amantes do esporte brasileiro.

Começamos com um público de pouco mais de 2 mil pessoas na rodada de abertura da competição no Ibirapuera e chegamos ao último dia com casa cheia e verde-amarela.

Vi torcedores cada vez mais acostumados com as regras, com a linguagem, com as nuances do basquete, vaiando a arbitragem quando marcava alguma coisa errada.

É bonito ver gente vibrando cesta a cesta com um esporte que já deu tantas alegrias ao nosso país e precisa se reerguer, principalmente no que diz respeito à seleção masculina.

E mesmo depois da incontestável derrota para os Estados Unidos na disputa do bronze, o público aplaudiu as meninas do Brasil de pé. Uma justa homenagem a elas, especialmente às gigantes Janeth, que aos 37 anos, disputou seu quinto e último Mundial, e Alessandra, que anunciou sua despedida da seleção brasileira.

Mas todas mostraram o orgulho de defender as cores de seu país, diante de sua torcida, e faço questão de citá-las nominalmente, uma a uma: Adrianinha, Helen, Iziane, Janeth, Ega, Cintia, Alessandra, Erika, Micaela, Karen, Kelly e Silvia.

Foi apenas um aperitivo do que vão ser os jogos Pan-Americanos, o Pan do Brasil do próximo ano. Que o nosso basquete e todas as outras modalidades conquistem muitas medalhas.
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