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11/10/2006

Chegou a hora do(s) ouro(s) da ginástica artística brasileira


Bem, amigos blogueiros vou atender aqui o pedido da internauta Cristiane Leal, abrindo espaço para a ginástica artística, uma modalidade que tem dado muito orgulho ao esporte brasileiro. E não é de hoje.

Nos Jogos Pan-Americanos de Havana, em 1991, Luiza Parente conquistou dois ouros, um no salto e outro nas barras assimétricas. Como a rainha Hortência brilhou também naquele Pan, comandando a seleção de basquete rumo ao título, Luiza foi chamada com justiça de princesinha do esporte brasileiro.

De lá para cá, a ginástica brasileira evoluiu muito e os atletas ganharam medalhas e reconhecimento internacional, com belos desempenhos em Mundiais e Copas do Mundo. Daiane dos Santos e os irmãos Daniele e Diego Hypólito fazem parte da elite desse esporte, dividindo medalhas com russos, americanos, etc.

Mas desde aquelas duas medalhas de ouro de Luiza em 91, o Brasil tem passado em branco no topo do pódio pan-americano. Em Mar del Plata (1995), nem medalha trouxemos. Em Winnipeg (1999), Daiane ganhou uma prata e um bronze e o Brasil também trouxe o bronze com a equipe feminina.

Em Santo Domingo (2003), um festival de medalhas. Foram cinco pratas e seis bronzes, mas nenhum ouro! A chance é agora. Quer melhor oportunidade que essa, em casa, com o apoio da torcida que certamente vai lotar o ginásio?

As equipes masculina e feminina que vão representar o Brasil ainda não estão definidas. Na seleção permanente, que treina em Curitiba, são 13 meninas e nove rapazes. Apenas 12 (seis na equipe feminina e seis na masculina) participarão do Pan. A definição acontece apenas em 2007.

***


De 13 a 21 de outubro, a ginástica brasileira vai disputar o Mundial em Aarhus, na Dinamarca. As equipes masculina e feminina têm que ficar entre as 24 melhores para garantir vaga no Mundial de 2007, em Stuttgart, na Alemanha, que também servirá como Pré-Olímpico para Pequim-2008.
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06/10/2006

Lembrem-se: tem Parapan logo após o Pan


Bem, amigos blogueiros, o Pan do Rio terminará no dia 29 de julho de 2007. E sempre que um evento dessa importância acaba, deixa um gostinho de quero mais nos fãs de esporte. Mas fiquem tranqüilos, porque só haverá uma breve pausa de duas semanas. De 12 a 19 de agosto serão realizados os III Jogos Parapan-americanos, também no Rio de Janeiro, e aí começa tudo de novo: torcida e vibração a cada medalha conquistada.

Serão 1.300 atletas em ação, em 10 modalidades esportivas: atletismo, basquete em cadeira de rodas, futebol de 5, futebol de 7, halterofilismo, judô, natação, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas e vôlei sentado.

E o Parapan terá grandes novidades. Pela primeira vez na história, será realizado na cidade do Pan, logo em seguida e com a mesma estrutura (passando, é claro, por adaptações), como já acontece entre os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. Além disso, outro fato inédito: todas as modalidades em disputa serão classificatórias para os Jogos Paraolímpicos de Pequim, em 2008.

Quem acompanhou as Paraolimpíadas de Atenas sabe que os atletas brasileiros estão entre os melhores do mundo. Foi uma festa de medalhas para o país, revelando para o grande público alguns novos ídolos. Hoje em dia, Clodoaldo Silva e Ádria dos Santos, por exemplo, dispensam apresentações.

Mas como nem todo mundo é obrigado a conhecê-los, vale dizer que Clodoaldo é nadador e foi eleito pelo Comitê Paraolímpico Internacional (IPC) em 2005 ‘apenas’ o melhor atleta paraolímpico do mundo, enquanto Ádria é velocista e a recordista brasileira de medalhas em Jogos Paraolímpicos.

E não acaba aí, a lista de atletas paraolímpicos brasileiros de destaque é imensa. O nadador André Brasil, por exemplo, começou a nadar há um ano e já é recordista mundial nos 50m livre. A velocista Terezinha Guilhermina é campeã mundial nos 200m e continuam surgindo novos valores.

Já estou sabendo que uma jovem nadadora, de apenas 14 anos, vem com muita força por aí. O nome da fera é Ana Clara Cruz, essa menina sorridente da foto, que, recentemente, na etapa de Belém do Circuito Brasil Paraolímpico, nadou os 50m e os 100m livre abaixo dos recordes parapan-americanos. Tais resultados garantiram Ana Clara no Mundial de natação, que acontecerá de 27 de novembro a 9 de dezembro, em Durban, na África do Sul.

Boa sorte para ela em sua primeira competição internacional. E para todos os atletas paraolímpicos, desejo todo o sucesso do mundo no Parapan.
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