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16/02/2007

É hora de hóquei sobre grama



Bem, amigos blogueiros, vocês que estão aí, acessando e acompanhando mais uma vez esta página especial sobre os jogos Pan-Americanos, agora é hora de atender alguns pedidos feitos a mim e comentar (e quero me desculpar pela demora da resposta) sobre um esporte muito peculiar: o hóquei sobre grama, sugestão dos blogueiros Rondi e Nelson Siqueira. (Vejam, logo depois deste, outro texto, sobre beisebol e softbol)

O hóquei de grama é uma das modalidades mais antigas disputadas em jogos olímpicos. Foi inserida na segunda edição das Olimpíadas, em 1908, e em 1967 no Pan, em Winnipeg. Há registros desse tipo de esporte com bastão e bola que datam perto de 2.000 a.C., no Egito, e 1.000 a.C., na Etiópia, e tem gente que diz que é até mais antigo, da época do império grego.

No entanto, o hóquei sobre grama só recebeu as primeiras regras no Reino Unido, em 1852, e se tornou um esporte oficial em 1866, com a criação da Associação Inglesa de Hóquei. A Federação Internacional só foi fundada em 1924. Até então, o esporte era exibido apenas como demonstração durante as olimpíadas e, por isso, não valia medalhas.

Basicamente, o hóquei sobre grama tem regras parecidas com as do futebol. Funciona assim: dois tempos de 35min cada, 11 jogadores em cada time e o objetivo é fazer gols. Só vale marcar dentro de um semicírculo, cujo raio é 14,63m contados a partir da linha de fundo. Não é permitido levantar o bastão acima do ombro, proteger a bola com o corpo se você não a estiver conduzindo, nem tocá-la com qualquer parte do corpo. Faltas são cobradas com tiro livre (no meio de campo), córner curto (dentro da linha de 23m) e pênalti (dentro do semicírculo). As penalidades são: cartão verde (advertência), amarelo (punição de cinco minutos para o jogador) e vermelho (expulsão).

O grande nome desse esporte é, sem dúvida, a Argentina. São os atuais campeões tanto no masculino quanto no feminino. A equipe masculina argentina, das dez participações do Pan, chegou à final em todas, levou sete e perdeu as demais para o Canadá. As mulheres levaram as cinco edições que participaram.

No Brasil, o esporte, apesar de ser de 1880, mais antigo que o futebol, tem baixa popularidade e pouco investimento. Só melhorou um pouco após a aprovação da Lei Piva, em 2001, que destina 2% da arrecadação das loterias federais para o Comitê Olímpico Brasileiro e o Comitê Paraolímpico Brasileiro.

A melhor colocação do masculino do país foi em 1999, em Winnipeg, com a medalha de bronze. Já o time feminino foi criado apenas em 2004. As meninas são treinadas por Cláudio Rocha, em Florianópolis, ficaram em quarto lugar nos Jogos Sul-Americanos do final de ano passado, mas enfrentam uma crise. Sete atletas de São Paulo abandonaram o time depois que o treinador decidiu afastar outras três atletas: a argentina Mariana Stasi (ainda não naturalizada) e as irmãs Roberta e Alessandra Flores. Clique aqui para saber mais sobre esse assunto.

Por enquanto, as seleções continuam treinando normalmente e não há uma resolução para esse impasse na equipe feminina. E, tanto Cláudio Rocha quanto Fernando Valdes, o técnico do masculino, esperam que o Pan do Brasil seja um trampolim para mais esse esporte brasileiro. Vamos conferir e torcer!
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16/02/2007

Beisebol e softbol



Bem, amigos blogueiros, vocês sabem quais as diferenças entre beisebol e softbol? Essas são duas das 34 modalidades do Pan-Americano do Rio de Janeiro. Ambas são parecidas, nas nomeações e maneiras de jogar, mas possuem algumas diferenças básicas, diferenças que vou tentar esclarecer para vocês.

A primeira é que o beisebol é um esporte exclusivamente masculino nas competições olímpicas, enquanto o softbol é disputado apenas por mulheres no Pan. Exatamente porque o softbol é uma versão mais leve (soft, em inglês) do beisebol, cuja bola é maior, o taco do rebatedor mais leve e o campo menor.

No softbol, o tempo de jogo também é mais curto, caindo de nove para sete entradas. As bolas têm de ser lançadas de baixo para cima, diferentemente do beisebol, cujo arremesso pode se dar na altura do ombro. A runner (corredora, que vai conquistar as bases adversárias) fica na base até o momento em que a pitcher (lançadora) solta o arremesso, além disso, ela deve tocar em uma das primeiras bases brancas fixas no chão antes de conquistar as bases laranjas.

O restante é muito parecido: são 9 jogadores por equipe, cada qual com sua função. Enquanto o time defende, todos jogam e ocupam as seguintes posições: arremessador, receptor, primeira base, segunda base, terceira base, interbase (shortstop), jardineiro (outfielder) esquerdo, jardineiro central e jardineiro direito. Quando o time defende, apenas entra um batedor, cuja função é rebater a bola e, se acertar, correr para as bases, buscando passar pelas quatro para marcar um ponto. Nesse momento, ele se torna um runner e, caso não consiga fechar o campo, pára na base alcançada e espera outro batedor entrar em campo para continuar a rodada.

A anulação do ataque se dá quando o batedor erra três bolas lançadas, quando um dos defensores pega uma bola rebatida antes que ela pingue no chão, quando os defensores conseguem chegar à base em disputa com a bola antes do atacante ou quando um defensor toca o atacante com a bola antes que ele alcance uma base.

Essas modalidades realmente não são simples de compreender e eu não espero que depois de ler este texto, você, blogueiro, vai saber tudo sobre beisebol e softbol. A popularidade no país é muito baixa, mais freqüente entre os japoneses, que compõem praticamente todos os jogadores das nossas seleções masculina e feminina. A idéia aqui é só começar a se familiarizar com os esportes.

As grandes potências do beiseibol nas Américas são principalmente os Estados Unidos, onde nasceu o esporte, e Cuba, que possui 11 das 14 medalhas de ouro do Pan (e não perde há nove edições). O Brasil nunca conseguiu se classificar para as Olimpíadas e vai enfrentar duros adversários como Venezuela, Canadá, México, Colômbia e Porto Rico, que costumam ficar sempre à frente da nossa equipe nos mundiais.

No softbol, a potência é a seleção dos Estados Unidos, que detém seis das sete medalhas de ouro (a outra está com o Canadá). As brasileiras não conseguiram vaga para o Pan de Santo Domingo de 2003 e este ano estréia na categoria.
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