É hora de hóquei sobre grama
Bem, amigos blogueiros, vocês que estão aí, acessando e acompanhando mais uma vez esta página especial sobre os jogos Pan-Americanos, agora é hora de atender alguns pedidos feitos a mim e comentar (e quero me desculpar pela demora da resposta) sobre um esporte muito peculiar: o hóquei sobre grama, sugestão dos blogueiros Rondi e Nelson Siqueira. (Vejam, logo depois deste, outro texto, sobre beisebol e softbol)
O hóquei de grama é uma das modalidades mais antigas disputadas em jogos olímpicos. Foi inserida na segunda edição das Olimpíadas, em 1908, e em 1967 no Pan, em Winnipeg. Há registros desse tipo de esporte com bastão e bola que datam perto de 2.000 a.C., no Egito, e 1.000 a.C., na Etiópia, e tem gente que diz que é até mais antigo, da época do império grego.No entanto, o hóquei sobre grama só recebeu as primeiras regras no Reino Unido, em 1852, e se tornou um esporte oficial em 1866, com a criação da Associação Inglesa de Hóquei. A Federação Internacional só foi fundada em 1924. Até então, o esporte era exibido apenas como demonstração durante as olimpíadas e, por isso, não valia medalhas.
Basicamente, o hóquei sobre grama tem regras parecidas com as do futebol. Funciona assim: dois tempos de 35min cada, 11 jogadores em cada time e o objetivo é fazer gols. Só vale marcar dentro de um semicírculo, cujo raio é 14,63m contados a partir da linha de fundo. Não é permitido levantar o bastão acima do ombro, proteger a bola com o corpo se você não a estiver conduzindo, nem tocá-la com qualquer parte do corpo. Faltas são cobradas com tiro livre (no meio de campo), córner curto (dentro da linha de 23m) e pênalti (dentro do semicírculo). As penalidades são: cartão verde (advertência), amarelo (punição de cinco minutos para o jogador) e vermelho (expulsão).
O grande nome desse esporte é, sem dúvida, a Argentina. São os atuais campeões tanto no masculino quanto no feminino. A equipe masculina argentina, das dez participações do Pan, chegou à final em todas, levou sete e perdeu as demais para o Canadá. As mulheres levaram as cinco edições que participaram.
No Brasil, o esporte, apesar de ser de 1880, mais antigo que o futebol, tem baixa popularidade e pouco investimento. Só melhorou um pouco após a aprovação da Lei Piva, em 2001, que destina 2% da arrecadação das loterias federais para o Comitê Olímpico Brasileiro e o Comitê Paraolímpico Brasileiro.
A melhor colocação do masculino do país foi em 1999, em Winnipeg, com a medalha de bronze. Já o time feminino foi criado apenas em 2004. As meninas são treinadas por Cláudio Rocha, em Florianópolis, ficaram em quarto lugar nos Jogos Sul-Americanos do final de ano passado, mas enfrentam uma crise. Sete atletas de São Paulo abandonaram o time depois que o treinador decidiu afastar outras três atletas: a argentina Mariana Stasi (ainda não naturalizada) e as irmãs Roberta e Alessandra Flores. Clique aqui para saber mais sobre esse assunto.Por enquanto, as seleções continuam treinando normalmente e não há uma resolução para esse impasse na equipe feminina. E, tanto Cláudio Rocha quanto Fernando Valdes, o técnico do masculino, esperam que o Pan do Brasil seja um trampolim para mais esse esporte brasileiro. Vamos conferir e torcer!




No softbol, o tempo de jogo também é mais curto, caindo de nove para sete entradas. As bolas têm de ser lançadas de baixo para cima, diferentemente do beisebol, cujo arremesso pode se dar na altura do ombro. A runner (corredora, que vai conquistar as bases adversárias) fica na base até o momento em que a pitcher (lançadora) solta o arremesso, além disso, ela deve tocar em uma das primeiras bases brancas fixas no chão antes de conquistar as bases laranjas.
As grandes potências do beiseibol nas Américas são principalmente os Estados Unidos, onde nasceu o esporte, e Cuba, que possui 11 das 14 medalhas de ouro do Pan (e não perde há nove edições). O Brasil nunca conseguiu se classificar para as Olimpíadas e vai enfrentar duros adversários como Venezuela, Canadá, México, Colômbia e Porto Rico, que costumam ficar sempre à frente da nossa equipe nos mundiais.